Quais são os problemas de saúde que fazem você engordar

Problemas de saúde que fazem você engordar: Condições especiais podem ser obstáculos que impedem a perda de peso. Uma vez que elas sejam identificadas, dá para emagrecer de forma segura, como efeito duradouro.

Todo mundo sabe que, para emagrecer, é preciso diminuir a ingestão de calorias e aumentar o gasto energético. Mas existem alguns fatores que podem tornar essa equação mais complexa do que parece. Texto Tatiana Pronin

O que pode atrapalhar a perda de peso:

Vamos os 12 problemas de saúde que fazem você engordar

1- tabagismo

É praticamente impossível parar de fumar e não ganhar alguns quilos, ainda que poucos. ‘’ segundo um estudo realizado na Unifesp, os homens ganham 8 kg nos primeiros seis meses sem o cigarro,e as mulheres,6kg”, conta o endocrinologista e nutrólogo João Cesar castro (Unifesp).

O fumo não aumenta o metabolismo, mas faz a pessoa lembrar menos da comida. Por isso, é necessário orientar o paciente a enfrentar o novo apetite com opções menos calorias, investir na atividade física, que melhora a autocontrole, e buscar atividades que deem prazer.

2- uso excessivo de fármacos

 Muitos remédios de uso contínuo têm como efeito colateral a interferência na balança. Isso porque alguns deles atuam na síntese de gordura ou de glicose, levando o usuário a armazenar mais tecido adiposo, sentir mais associada ao ganho de peso é a dos corticoides, usados, por exemplo, no tratamento da asma, que é um problema crônico.

Os anti-histamínicos, indicados para controla de alergias estimulam o apetite por causa de uma substancia chamada ciproeptadina. O uso de hormônios por mulheres em tratamento para fertilidade costuma levar áretenção de liquido e a alterações na síntese de gordura.

E boa parte do fármacos  usados nos transtornos psiquiátricos leva ao aumento do apetite ( antidepressivos tricíclicos, estabilizadores de humor e os antipsicóticos). Em todos os casos, é preciso conversar com o medico que faz a prescrição.

Muitas vezes, fazer substituições e deixar os fármacos  com mais efeitos colaterais apenas para as crises mais graves são medidas que resolvem o problema. Quando isso  não e possível, o paciente deve investir em mais atividade física ou em restrições alimentares para evitar o ganho do peso

3- estresse e fatores emocionais

Eventos estressantes, como a perda de um ente querido ou do emprego, muitas vezes levam acumulo do peso. ‘’ o estresse libera cortisol a adrenalina, que aumentam a síntese de gordura, a retenção de líquidos e fome”, explica o endocrinologista e nutrólogo João Cesar Castro.

O médico Durval Ribas Filho explica que alterações emocionais também interferem nos níveis de serotonina e dopamina, dos importantes neurotransmissores associados ao bem-estar.

EM baixa, a tendência é a pessoa buscar prazer em alimentos calóricos. Em geral, é recomendável que a pessoa faça terapia para lidar com as emoções e o estresse. E, em alguns casos, o uso de antidepressivos também é recomendado.

4- compulsão alimentar

Assim como existem pessoas viciadas em álcool ou drogas, muitos dos obesos têm um comportamento compulsivo que impede a perda de peso. O transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) é caracterizado pela ingestão de grande quantidade de alimento em um período delimitado.

A prática ocorre ao menos duas vezes por semana e gera sentimentos de angústia, vergonha e culpa. U TCAP tem uma prevalência estimada de 3,5% nas mulheres e 2% nos homens.

O tratamento é feito pelo psiquiatra ou em parceira com ele, e inclui terapia cognitivo comportamental e uso de remédios. “Nesses casos, os fármacos são importantes, pois se trata de um problema químico, não é questão de força de vontade’’, diz a endocrinologista Maria Edna de melo.

Sem tratar a compulsão, é quase impossível vence a obesidade, já que as dietas frequentemente falham e a alimentação restritiva somente agrava o problema.

5-Depressão

Assim como fatores emocionais podem levar a depressão, o transtorno ainda pode ocorrer sem que haja causa aparente. A genética muitas vezes está envolvida na propensão ao humor deprimido. Boa parte das pessoas perde peso porque a doença inibe o prazer.

Mas é comum que a pessoa engorde devido a alterações nos neurotransmissores associados ao bem-estar, que levam ao consumo desenfreado de comida.

Se o transtorno pode levar a obesidade, muitas vezes seu tratamento pode ser um obstáculo para a perda de peso, dependendo dos fármacos usados.

Investir em terapia, na pratica de atividade física e em outros hábitos saudáveis não só impede o acúmulo de gordura, como a aliviar os sintomas depressivos.

6-insônia

Dormir pouco leva ao aumento do peso. Uma das explicações é a liberação de cortisol que ocorre com a privação de descanso. “A falta de sono afeta os hormônios leptina e grelina, envolvido na fome’’, acrescenta o nutrólogo Ribas filho.

Além disso, tudo, quanto mais tempo uma pessoa fica acordada, mais disposição para buscar comida terá , e mais casada estará para os exercícios, de acordo com a endocrinologista Maria Edna de Melo.

7-baixas taxas de vitaminas

Qualquer dieta que seja levada a serio pode ser eficaz. É o que mostra um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade McMaste e do hospital para crianças doentes, no Canadá e publicado no journal of the American medical Association (JAMA).

O problema é que ninguém consegue seguir uma dieta restritiva para sempre: emagrecer é fácil, o difícil é manter o novo peso. “As modificações alimentares devem se confortáveis, porque são para o resto da vida’’, diz a endocrinologista Maria Edna de Melo. Nenhum alimento deve ser proibido, apenas limitado a ocasiões especiais.

Ou há chance até de a pessoa desenvolver uma compulsão . E mais: quem corta algum nutriente em detrimento de outro pode ter desequilíbrios nutricionais.

“Uma dieta eficaz e que e que seja sustentada a longo prazo é a  que contemplada uma proporção adequada de todos os nutrientes, pautando-se  em readequação de hábitos alimentares’’, fala a nutricionista Deborah Maquio. É preciso que as refeições contarem carboidratos, proteínas e gorduras de modo equilibrada, além de vegetais, que são ricos em antioxidantes.

8-diabetes

Pessoas com diabetes tipo2 podem ter uma tendência maior ao ganho de peso devido a resistência a insulina, que faz o organismo produzir doses maiores desse hormônio para metabolizar a glicose.

No caso do diabetes tipo 1, em que há ausência de insulina, sua reposição continua pode levar o paciente a engorda caso haja dificuldades em manter a glicose estabilizada.

A endocrinologista Maria Edna de Melo lembra que o controle do peso é uma das primeiras orientações dadas aos pacientes com diabetes, já que ajuda bastante no controle da doença.

9-hipotireoidismo

Quem sofre com a balança muitas vezes acredita que a culpa da dificuldade seja da tireoide. De fato, problemas nessa glândula em forma de borboleta que fica no pescoço são bastante comuns, especialmente em mulheres.

No hipotireoidismo, a glândula funcionar num ritmo abaixo do normal, ou simplesmente para de funcionar, e os níveis dos hormônios T3 e T4 despencam. Como eles estão envolvidos no metabolismo, a fadiga e o ganho de peso são sintomas comuns.

O tratamento é a reposição do hormônio, que deve ser para o resto da vida. ‘’Quando o hipotireoidismo esta controlado, a pessoa não tem qualquer problema com o peso, mas, muitas vezes, a doença é usada como justificativa’’, comenta Maria Edna de Melo, diretora da Abeso.

 10-ovários policísticos

Assim como no diabetes, o excesso de insulina é o responsável pelo aumento de peso das mulheres que sofrem com ovários policísticos.

Esse distúrbio endócrino é caracterizado também por atrasos menstruais e pela presença maior de hormônio masculino, que pode levar á acne e ao surgimento de pelos no rosto.

O tratamento é feito com o uso da pílula anticoncepcional e, eventualmente, com antidiabetogênicos orais. É comum a perda de peso em adolescentes ao tratarem a condição.

11-doenças neuro endócrinas

Doenças como a síndrome de Cushing também podem levar a obesidade por inferir no sistema hormonal.

A origem do problema pode ser um tumor na hipófise, por exemplo, ou mesmo o uso excessivo de medicamentos corticoides a doença é caracterizada pela produção aumentada de cortisol, que leva ao inchaço e ao acúmulo de gordura no rosto e no tronco. O tratamento depende da causa que levou á síndrome.

12-doenças genéticas

Uma proporção muito pequena (em torno de 0,5%) dos casos de obesidade é decorrente de doenças de origem genética, como a síndrome de Prader-Wili ou de Bardet-Biedl. Mesmo pessoas com síndrome de Down também apresentam propensão maior ao acúmulo de gordura. Por revista viva saúde






Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *